Décima da Esquila Antiga

Pega e maneia, maneia e tosa
Corre a tesoura, de folha cheia

Tina e floreia, De caprichosa
Quara gostosa, Te cumpadreia

Como era linda a velha esquila
Linda e tranquila, a indiada vinda
Atrás dos pila a indiada vinda
Atrás dos pila, atrás dos pila

De toda parte vem a comparsa
Nenhum disfarça, a lida é arde

Tesoura afiada, bem afinada
Igual guitarra, e a lã das garra
Não vale nada e a lã das garra
Não vale nada, não vale nada

Lá tá patrão Chibo pelado
Bem caprichado, sem o carvão
Ganhou de mão do índio ao lado
Sem o pegão, sem o pegão

Couro de potro, carnal pra cima
Prossegue a rima, maneia outro

São muitos couros sobre a ramada
Cancha azeitada dos índios touros

Que indiada buena dos tempos anchos
Parido em ranchos, com querosena

O mais baseado sempre refuga
O que tem ruga, quer um Pelado

E Entre bravatas e gritaria
No fim do dia, quarenta latas
Que tempo belo, hoje é uma farsa
Perdeu a graça, lidar com velo

Tosa martelo, não tem comparsa
Perdeu a graça, lidar com velo
Que tempo belo hoje é uma farsa
Tosa martelo não tem comparsa

Trivia about the song Décima da Esquila Antiga by Luiz Marenco

When was the song “Décima da Esquila Antiga” released by Luiz Marenco?
The song Décima da Esquila Antiga was released in 1994, on the album “De a Cavalo”.

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