Destino de Estância

Noé Teixeira / Xiru Missioneiro

Dá licença meu Rio Grande antigo
vejo a história longe na distância
entre tantas coisas peculiadas
vou citar a de mais importância
já faz parte de uma economia
a pecuária deu grande abonância
mas o novo progresso chegando
foi modificando o destino da estância

As fazendas tinham regalia
marcação e carneavam boiada
convidavam os vizinhos de perto
no outono pra castrá a tourada
o rodeio no alto da coxilha
todo o fecho tinha boa aguada
no sossego a boiada envernando
e fora da cria, as vacas estouradas

A estância era cheia de gado
o estancieiro era conservador
muitas vacas, os terneiros nascendo
apartavam pros invernador
a família morava no campo
conservando o costume valor
enquanto uns permanecem na estância
outros na faculdade, formavam em doutor

Mas um dia tudo transformou-se
ficou triste aquele cenário
a estância ficou dividida
e os herdeiros, hoje são proprietários
não se vê mais o touro berrando
contrariando mais de um centenário
o bagual entristece o relincho
lavraram as coxilhas, depois do inventário.

Hoje a gente vê as cercas caídas
e as casas e galpão no abandono
a figueira já foi arrancada
abraçada com o sinamomo

As formigas cortaram o arvoredo
o patrão dorme um eterno sono
como é triste lembrar o passado
a estância abandonada
chorando seu dono.

Trivia about the song Destino de Estância by Xirú Missioneiro

When was the song “Destino de Estância” released by Xirú Missioneiro?
The song Destino de Estância was released in 1998, on the album “Arrebentando Os Mondongo”.
Who composed the song “Destino de Estância” by Xirú Missioneiro?
The song “Destino de Estância” by Xirú Missioneiro was composed by Noé Teixeira and Xiru Missioneiro.

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